A estratégia

O slogan da campanha “a favor de Santa Catarina” deverá prevalecer nos debates e nos pronunciamentos de Ideli.  Invocará problemas passados quando for para  oferecer melhores alternativas no futuro. Tudo deverá se fixar em um novo olhar petista para o novo horizonte.  A senadora sustenta que ao exercer o governo federal, com uma nova responsabilidade, os petistas se conscientizaram da necessidade de agregar.

     A senadora continua com elevados índices de rejeição. Mas não se assusta.  Depois da consagradora votação de 2002 acabou frustrando eleitores e muitos de seus correligionários ao defender os petistas processados pelo mensalão e, sobretudo nas etapas seguintes ao se unir a José Sarney e Jader Barbalho, para  incorporar-se na trincheira dos denunciados por corrupção no Senado.     

      Tem consciência do desgaste, mas vai para o confronto, se for necessário, mostrando “um robusto relatório” de recursos financeiros, obras e serviços federais para Santa Catarina.     

       Ideli não tem o mesmo tom crítico de Ângela Amin em relação ao governo Luiz Henrique.  Explicável: sua candidatura poderá crescer no eleitorado dissidente do PMDB.  Se bater pesado, perde este contingente.

       Mas não pretende passar ao largo.  Critica a substituição tributária, que “anulou os benefícios extraordinários do Simples para os micros e pequenos empresários”, promete reduzir a alíquota do ICMS para  famílias com baixo consumo de energia e de alguns produtos da cesta básica, e fortalecer o fundo da defesa civil para prevenir calamidades.

         A candidata posiciona-se também pela descentralização do governo, mas quer os Conselhos Regionais fortalecidos.  Seu vice, Guido Breztke queixou-se da inépcia desses conselhos, que tomam decisões, mas nada acontece na região.

fonte: Moacir Pereira